sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ensino Superior - EAD

O ano de 2011 é um novo marco na regulação da Educação a Distância (EAD) no Brasil. Em janeiro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou o fim da Secretaria de Ensino a Distância (Seed), há 15 anos a principal instância de regulação e direcionamento da modalidade no país. As possíveis conseqüên­cias da medida ainda são incertas, já que o MEC não se pronunciou oficialmente a respeito. Algo é certo, entretanto: apesar dos obstáculos a serem superados, a educação a distância começa a trilhar um caminho próprio, a sair da sombra e a influenciar o ensino presencial.
"Vivemos em um mundo onde a tecnologia muda o cenário dos ambientes de aprendizagem", atesta o coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, Klaus Schlünzen Junior.

O Brasil é o quinto maior país do mundo em conexão com a internet - são 81,3 milhões de usuários, de acordo com pesquisas de mercado. Ou seja, estudar virtualmente será cada vez mais comum.

O mito da presença nesse contexto fica a questão: se os cursos em sua essência são à distância, por que a necessidade tão preeminente da presencialidade? Garantir a qualidade do ensino oferecido é, de forma sucinta, como o Ministério da Educação responde a essa questão. Entretanto, essa justificativa é questionada, principalmente quando a realidade brasileira é comparada a experiências em outros países. Isso, sem contar com a disseminação da cibercultura.

O consultor associado ao Hoper Group, João Vianney, defende que a questão passa por uma mudança conceitual. "O conceito mundial de educação a distância é 'anytime, anywhere'. Ou seja, o aluno pode estudar a qualquer tempo e de qualquer lugar", enfatiza. "No Brasil, o MEC criou o conceito 'no dia marcado e no lugar marcado'", compara. Vianney se refere ao fato de o aluno ter de se deslocar até os polos de apoio presenciais, em datas específicas. "O MEC está com a cabeça no século 18. Não acredita que o brasileiro seja capaz de um estudo autônomo, de uma aprendizagem independente e com suporte remoto de uma instituição", acrescenta.

Desempenho superior: tais afirmações encontram eco em dados que confirmam algumas das características da EaD, como: flexibilidade de horário e local de estudo; utilização da internet e novas mídias, pesquisa em redes virtuais, como meios do processo de aprendizagem.

O Departamento de Educação dos Estados Unidos realizou em 2010 um levantamento no qual se chegou à conclusão de que estudantes com aprendizagem, parcial ou integral, em EaD obtiveram, na média, desempenho melhor que alunos de mesmo curso do ensino presencial. Os pesquisadores mapearam 1.132 estudos científicos sobre EaD publicados entre 1996 e 2008.

Ações pulverizadas: na prática, ao extinguir a Seed, o MEC distribuiu as atribuições da ex-secretaria a outras instâncias ministeriais. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) continuará ligada à Capes, e as antigas atribuições de regulação e supervisão do sistema de EaD estarão na alçada da nova Secretaria de Regulação e Supervisão do MEC, ocupada pelo professor Luiz Fernando Massoneto, oriundo da Faculdade de Direito da USP. Até o fechamento desta edição, os novos secretários do MEC ainda não haviam sido oficialmente empossados, e, por isso, não se pronunciaram sobre suas novas atribuições.

domingo, 10 de abril de 2011

História da Educação a Distância no Brasil

Muitos, talvez, possam pensar que o ensino a distância é uma novidade. Pois não é bem assim. O que é novo é o uso de novas tecnologias como os recursos interativos da internet, o que chamamos de novas Tecnologias de Informação e Comunicação. Os cursos à distância existem desde o momento em que começaram a ser veiculados pelos correios, ou seja, por correspondência.

Diversos historiadores, ao trabalharem com alguns jornais do final do século XIX e inícios do século XX, se depararam com anúncios com ofertas de cursos profissionalizantes à distância. Em seu artigo A História da EAD no Brasil, João Roberto Moreira Alves nos informa sobre alguns estudos que demonstram a existência dessa oferta. Ao tentar fazer, de uma forma bem sucinta, ligeira, um percurso panorâmico do ensino a distância no Brasil no decorrer do século XX, ele relata, por exemplo, estudos do IPEA em periódicos como o Jornal do Brasil do final do século XIX e início do século XX, que mostram a oferta de cursos profissionalizantes por correspondência. Eram geralmente cursos de datilografia oferecidos por professoras particulares. Também nos informa que em 1904 houve a instalação de uma instituição chamada “Escolas Internacionais”. A unidade de ensino era, segundo o autor, uma filial norte-americana que oferecia cursos por correspondência voltados para a área de comércio e negócios.

O ensino a distância alcançou novo patamar com o surgimento de uma nova tecnologia, a radiodifusão, inaugurada no Brasil em 1922. Com o tempo, ela tornou-se o meio de comunicação que a maioria da população tinha acesso como ouvinte. Com a redução dos custos do receptor de rádio, passou a exercer grande influência na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais. O professor Edgard Roquette- Pinto lançou, em 1923, a primeira estação de rádio no Brasil, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro. Essa rádio passou a veicular, em sua grade de programação, vários programas de educação popular que tiveram muito êxito. Os governos à época estavam atentos e preocupados, visto que temiam a difusão de programas de contestação na atmosfera revolucionária do final dos anos 1920 e inícios dos anos 1930. A partir da Revolução de 1930, o governo de Getúlio Vargas criou várias exigências de difícil cumprimento. A rádio acabou sendo incorporada ao Ministério da Educação e Saúde em 1936.

Em 1932, Getúlio Vargas autorizou, através de decreto através de decreto, a comercialização de espaços publicitários pelas emissoras e passou a utilizar o rádio para veicular suas realizações e ideias. Com a receita da publicidade, as emissoras investiram em equipamentos e nos funcionários. A consequência foi a popularização da programação, o que possibilitou ao rádio viver sua época de ouro, entre os anos 1930 e 1940. A radiodifusão passou a ser uma grande influência em todas as áreas, tendo poder decisivo nos campos econômico, político, social, religioso, cultural e educativo. Os mecanismos de controle e censura no período também foram muito ativos. Em 1937, foi criado o Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e vários programas foram implantados como, por exemplo, a Escola Rádio Postal.

A partir do fim do Estado Novo (ditadura de Getúlio Vargas que durou de 1937 a 1945), diversas iniciativas ocorreram no campo do ensino a distância. A abertura do SENAC em 1946 foi muito importante. Uma de suas mais relevantes realizações foi a criação da Universidade do Ar que, em 1950, já atingia 318 localidades.

Isto não quer dizer que a oferta de cursos por correspondência tenha sofrido diminuição. Pelo contrário. Uma experiência de grande sucesso foram os cursos por correspondência do Instituto Universal Brasileiro (IUB), criado em 1939 em São Paulo. Os anúncios encartados em jornais e revistas ofereciam cursos por correspondência em diversas áreas como corte e costura, fotografia, mecânica, eletrônica, contabilidade, etc., ou seja, a tecnologia veio contribuir com novas formas de oferta de ensino a distância, numa perspectiva somativa e não substitutiva.

No início dos anos 1960, por exemplo, com a popularização do rádio de pilha, o Movimento de Educação de Base (MEB), ligado à Igreja Católica, com o apoio do governo federal, desenvolveu um programa de alfabetização de adultos através do Rádio Educativo.

Vivemos agora um momento importante, com a expansão dos computadores pessoais e a comunicação via internet. O ensino a distância está se consolidando atualmente graças a essa tecnologia usada por nós no presente curso. As tecnologias digitais, a educação on-line, estimulam, hoje, a interatividade. Há diversas ferramentas disponíveis para isso: o e-mail, os fóruns de discussão, os chats (ambientes de conversa on-line), amplamente explorados em softwares de educação como o Moodle, e as videoconferências. O desafio agora, no Brasil, é fazer a inclusão digital de todos os brasileiros. Isso só será possível com o barateamento dos custos de transmissão para fins sociais, com a democratização do acesso via banda larga.


segunda-feira, 28 de março de 2011

TICs na Educação

As TICs, atualmente, são apontadas como elemento definidor dos atuais discursos do ensino e sobre o ensino, ainda que prevaleçam nos últimos. Nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos sobre educação têm, em comum, algum tipo de referência à presença das TIC no ensino.

A presença das TIC tem sido investida de sentidos múltiplos, que vão da alternativa de ultrapassagem dos limites postos pelas “velhas tecnologias”, representadas principalmente por quadro-de-giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas educacionais ou até mesmo para questões socioeconômicas e políticas.

Educ. Soc., Campinas, vol. 25, n. 89, p. 1181-1201, Set./Dez. 2004
Disponível em

Um vídeo muito interessante que encontramos na internet a respeito das "velhas tecnologias" e o desconhecimento/uso inadequado das TICs...

"De que serve a tecnologia se o método se mantém?"

Acessem no seguinte endereço.



Evolução Humana...



650 gerações passamos nas cavernas...
Só nas últimas 70 foi possível a comunicação de uma geração à outra, por meio da escrita;
Só nas últimas 6 foi possível a comunicação por meio impresso...


Só nas últimas 4 foi possível medir o tempo com precisão;
Só nas últimas 2 foi possível o uso do motor elétrico;
Só nesta geração é que a maioria dos bens materiais e tecnológicos foram desenvolvidos...



quarta-feira, 9 de março de 2011

Na USAL



Cada um de nós, ao longo dos dias em Buenos Aires, tirou centenas de fotos e muitas delas na Universidad Del Salvador com alguns professores...







Erivelton e a Professora de Espanhol Técnico



Jason, Erivelton e eu com a Professora Mercedes


Jason, Erivelton e eu com Prof Marú, de Espanhol Técnico



Erivelton e a Professora Alejandra






sábado, 5 de fevereiro de 2011

Show de Tango






"O tango é a dança da carne, do desejo, dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento, o ir e o vir, encontro de dois mundos. É um baile exibicionista, esteticamente belo, e ronda sem temores o universo do lúdico. O casal de baile roça seus sapatos entre sensuais carícias enquanto o atônito espectador ocasional, eterno voyeur, se fascina e deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos..."

Fonte: Disponível em: < http://www.mibuenosairesquerido.com/Tango1.htm>. Acesso em: 4 jan 2010.


Em um dos dias de aula no Mestrado fomos presenteados com um show de tango, no pátio da USAL. Foi uma apresentação deslumbrante, que fiz questão de fotografar através da minha câmera digital (salve a tecnologia! rs). Então, não poderia deixar de compartilhá-las com vocês...



Antes da apresentação, todas as turmas se dirigiram ao Auditório da USAL e lá um professor nos mostrou alguns ritmos musicais argentinos...



Que fôlego desse casal!! apresentaram várias danças, cada uma mais envolvente que a outra!


Foi belíssimo!!

Curiosa sobre a origem dessa dança e, não menos curiosa para saber se haveria algo de científico escrito sobre o tango em alguma revista, realizei uma busca pelo banco de dados do Scielo, e achando que não iria encontrar nada sobre sua origem, para o meu espanto, encontrei 01 artigo, intitulado "O 'gaucho', o tango, primitivismo e poder na formação da identidade nacional argentina", de 2003; o que remete à história do tango argentino encontra-se na parte "As transformações do tango: de dança e música urbanas à representação 'gaucha". Para visualizá-lo acesse.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Professora Alejandra Santos


A imagem não ficou mto boa, porque, às vezes, a tecnologia também é passível de falhas... daí a imagem trêmula...
Esta é a Professora do Mestrado, Alejandra Santos, com parte dos autores do blog... Jason e eu, Milena, em um dia após uma aula da disciplina "Nuevas Tecnologías como Estrategias de Enseñanza".